E se a seleção do Brasileirão disputasse o Mundial
A Copa de 1982, na Espanha, foi a última em que a seleção brasileira era formada por jogadores em atividade no próprio país. Desde então, o número de “estrangeiros” no time só fez crescer - agora, cada convocação costuma ter três ou quatro atletas de clubes brasileiros, e o resto, apenas astros de equipes do exterior. Antes, o torcedor via o melhor do futebol brasileiro ao vivo no estádio. Agora, precisa ter TV a cabo para seguir os campeonatos europeus.
Na temporada que se encerrou no domingo, com a conquista do Brasileirão pelo Flamengo, a situação ainda melhorou: foram repatriados nomes como Adriano, Ronaldo, Fred, Ricardinho e Gilberto, todos presentes ao último Mundial. Ainda assim, sobram poucos atrativos no país. Nosso campeonato segue carente de ídolos e craques. E torna-se cada vez mais raro assistir de perto, no estádio, a jogadores com potencial para disputar uma Copa.
Seguindo uma tradição iniciada há décadas, a revista Placar entregou na última segunda os troféus do prêmio Bola de Prata, entregue aos melhores de cada posição no Brasileirão. O prêmio de Placar, determinado pela média de notas de cada jogador durante o campeonato todo, é mais confiável do que o troféu entregue pela CBF, que reúne os votos de jornalistas, jogadores e técnicos algumas rodadas antes do fim - o que permite distorções e injustiças.
Confira então o seguinte time:
Victor (Grêmio);
Jonathan (Cruzeiro),
Miranda (São Paulo),
André Dias (São Paulo)
e Kléber (Internacional);
Pierre (Palmeiras),
Adílson (Grêmio),
Marcelinho Paraíba (Coritiba)
e Marquinhos (Avaí);
Adriano (Flamengo)
e Diego Tardelli (Atlético-MG).
É essa a seleção brasileira em atividade no país, conforme a Bola de Prata de Placar - e tirando os gringos Petkovic (Flamengo) e Guiñazu (Inter).
Victor (Grêmio);
Jonathan (Cruzeiro),
Miranda (São Paulo),
André Dias (São Paulo)
e Kléber (Internacional);
Pierre (Palmeiras),
Adílson (Grêmio),
Marcelinho Paraíba (Coritiba)
e Marquinhos (Avaí);
Adriano (Flamengo)
e Diego Tardelli (Atlético-MG).
É essa a seleção brasileira em atividade no país, conforme a Bola de Prata de Placar - e tirando os gringos Petkovic (Flamengo) e Guiñazu (Inter).
Dos jogadores da lista, só três têm grandes chances de convocação para o Mundial do ano que vem: Adriano, Miranda e Victor, todos reservas no time de Dunga. Diego Tardelli, Kléber e André Dias chegaram a ser chamados pelo técnico, mas têm possibilidade remota de convocação. Se não contasse com os jogadores em atividade lá fora, como o Brasil se sairia no Mundial? Disputando a Copa com o time da Bola de Prata, até onde a seleção chegaria? Opine na enquete abaixo. E aproveite para deixar nos comentários uma sugestão de escalação feita só com jogadores em atividade no país.
Por Giancarlo Lepiani :Veja

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